É uma estória aleatoria, como se fosse uma continuação do livro Lua Nova, sob novos ares, resolvi mudar, e quando a escrevi estava meio deprimida, então resolvi escrever, até porque na epoca estava lendo o livro.
Sinopse:
E se Edward realmente não
voltasse? Bella se entregaria a Jacob ou esperaria por seu verdadeiro amor? E
se os pais dela morressem? E se Jacob também fosse embora?
“Apaixonar-me não era o objetivo”
“Ele faz parte de mim, parte de quem sou”
“Hoje eu estava decidida a realmente agir como se eles nunca tivessem
existido”
“todos estavam juntos por minha causa”
“Então, o paraíso realmente existe?”
Quando você não voltou...
Essa
é a historia de uma vez em que eu me apaixonei já estando apaixonada, lembro-me
dos anos de minha infância e juventude tão melhor agora que já não tenho muito
tempo, vivo solitária em meu próprio mundo desde que eu me fechei ao mundo de
fora, mas jamais em minha vida esqueci-me daquele rosto, alucinada pela loucura
o vejo ainda ao meu lado, igual aos anos de minha adolescência, quando pela
primeira vez o vi, é impossível para mim não sentir prazer ao vislumbrá-lo
mesmo que em devaneios de uma loucura apaixonante, como se houvesse sido ontem
eu me vejo novamente observando a escolha de minha obsessão, cautelosa, revendo
se devo entrar ou não novamente por sua vida, tinha eu naquela época pouco mais
de 16 anos, eu guardava cada parte de mim para aquele que eu observava de
longe, sempre cauteloso ao me olhar.
Apaixonar-me
não era o objetivo, eu simplesmente queria fazer de meus pais pessoas felizes,
como eu saberia que em Forks eu finalmente encontraria o que sempre quis, ou
não, lembro-me da primeira vez que o vi, o lindo garoto de pele pálida andando
pela cantina de minha antiga escola, lembro como fiquei vislumbrada por ele,
lembro quando ele me sorriu ameaçadoramente na pequena sala de aula, lembro de
nós dois em seu lindo carro quando eu soube o que ele era, lembro também de
quando eu parti para tentar salvar a mim e a minha família de um monstro que me
perseguia, ele sempre ao meu lado me protegendo, como eu ainda o amo, ele me
salvou também daquela vez, uma vez mais dentre tantas outras, quando voltei
para casa, sim, o mar gelado e verde agora era a minha casa, eu passei a gostar
daquele lugar, pois tudo lá me lembrava ele, o meu Edward. Lembro com um aperto
mais doloroso do que eu jamais imaginei sentir, os meus 17 anos, naquela época
meu principal problema era envelhecer. Isso pode ate ser engraçado hoje, mais
nada me resta senão essas poucas lembranças, da época mais infeliz de minha
pobre existência na terra, ninguém um dia ira lembrar-se de mim, se me
perguntarem se eu soubesse que ele partiria para nunca mais voltar levando
consigo tudo o que me é tão precioso se eu faria diferente, eu pergunto a
qualquer pessoa que tenha vivido um amor de verdade, se por alguma grande dor
teria esquecido esse grande amor. A resposta é não, não se pode apagar o que se
tem de mais lindo na vida, no meu aniversario eu não era perseguida por um
monstro horrível de fora, eu era perseguida pela própria família que me
acolheu, eu ainda tão desastrada, fui atacada por um daqueles que eu chamava de
irmãos, depois daquilo ele mudou, eu queria poder ter apagado aquilo da mente
dele, mas não, ele lembrava e se culpava pelo que quase me havia acontecido,
morrer, se eu pudesse ter lhe falado antes de parti, eu teria dito para que
ficasse, mas eu não consegui, eu sabia que não era o bastante para ele, era
apenas uma humana idiota e burra que teve uma única chance de ser feliz.
Quando
ele me deixou sozinha naquela floresta eu sabia que era o fim, e realmente o foi,
perdida lá eu tentei em vão seguir seus passos, eu me desesperei toda a noite a
sua procura, mas minhas malditas pernas cederam, e eu cai, como sempre ali
chovia, cada lagrima que escorria por meu rosto era como um pedaço de mim se
partindo, um pedaço que me faria falta, um pedaço que eu não queria deixar ir
embora pois me lembrava dele, eu adormeci, ou não recordo ao certo, acho que eu
estava no piloto automático, me odiava por preocupar todos a minha volta, mas
eu não conseguia controlar, a dor e o fingimento naquela hora eram parte de
mim, foi quando mesmo já estando apaixonada eu novamente me apaixonei, por meu
melhor amigo, ele era o único com quem eu conseguia não pensar nele, Jake era a
minha anestesia diária, mas não era certo, eu o amava, mas... Ele ainda
estava no meu coração, cravado como nenhum outro jamais estará, ele faz parte de mim, parte de quem
sou, ele é a parte boa e ruim de tudo
o que conheço, o meu Edward, só eu
sabia o quanto era doloroso para mim estar tão ligada a ele, mas ele sempre me
trazia coisas boas, foi por ele, em
minha busca por adrenalina que encontrei com Jacob. Meu caso com Jacob foi
longe demais, eu me sentia tão culpada estando com ele, lembro-me do nosso
primeiro beijo, foi a mais dolorosa de todas as minhas lembranças desde que ele
partira, eu o escutei em minha mente, não como nas outras vezes, com raiva ou
zangado por alguma coisa que eu tenha feito, ele falou suavemente em meu
ouvido, “seja feliz”, me separei de
Jake num pulo, me sentindo a mais suja de todas as criaturas na terra, mas
aquela não foi só a primeira vez, mas também foi a ultima, foi a ultima vez que
escutei sua voz sussurrar para mim, mas foi também à primeira das muitas vezes
que eu me senti suja por me deixar tocar por meu amigo, mesmo o amando, dentro
de mim eu sabia que nunca seriamos nada mais que isso, amigos. As coisas entre
Jake e eu progrediram, meus pais, principalmente Charlie ficou muito feliz
quando pensou que ficaríamos juntos para sempre, foi quando tudo deu errado,
depois de Jacob ir para casa, como ele sempre fazia todas as tardes, eu andei
para o mesmo lugar de sempre, a floresta escura onde eu o vi pela ultima vez,
mesmo que a chuva e o tempo não tenham deixado nenhuma marca do que tinha
acontecido ali, minha memória nunca falhava sempre lembrando cada mínimo
detalhe do ocorrido, incluindo seu cheiro, o que me chateava por demais era que
a imagem dele em minha cabeça não era nem de longe tão perfeita quanto ele era
pessoalmente, e depois eu chorava e pedia perdão por estar com o outro. Chorava e me revoltava contra
ele, sempre perguntando onde ele estaria, por que ele disse que seria como se
ele nunca tivesse existido se não era verdade, lembrar-me dele era quase tão
inevitável quanto respirar, era um ato involuntário, e sem me dar conta eu
percebia que os anos iam passando rapidamente, e ao mesmo tempo tão devagar,
devagar demais, eu queria logo que essa vida tivesse fim, eu sabia, ou pelo
menos acreditava que se eu morresse a dor passaria um pouco, mas eu não podia
acabar com minha própria vida, eu tinha prometido a ele, e não quebraria esse
laço, eu sei que não devo nada a ele a não ser os momentos mais felizes que já
tive, mas eu precisava de algum modo acreditar que ele era real. Os gritos à
noite, sempre chamando pelo nome dele em voz alta, desejando que ele voltasse
para mim, mas ele não voltaria para um ser insignificante como eu. Meu amigo
agora, assim como eu tentava levar a vida sabendo que eu jamais esqueceria
de... Edward, meu Edward. E quando eu penso que nada pode ficar pior, Charlie é
tirado de mim, a única parte viva de mim é assassinada brutalmente em uma
floresta escura, parece que florestas são o lado ruim da minha vida, já com 22
anos de idade eu relutante aceito o pedido de casamento de Jake, já que eu não
podia mais ser feliz, eu poderia ao menos dar a chance a esse meu tão adorado
amigo de o ser. Ele aparece na minha casa perto do casamento, ele dorme comigo
lá agora, suja já não é a palavra para definir como eu me sinto, todas as
tardes eu faço a mesma coisa, volto para a floresta, para o lugar aonde ele me
deixou e vivo o mesmo drama, um dia, sem querer, Jake entra em meu antigo
quarto, que agora é para mim um lugar proibido, a casa esta velha e a madeira
aos seus pés sede, um buraco enorme se forma no chão, meu noivo vai a sua casa
a procura de ferramentas, e despois de muito tempo eu entro naquele lugar que
tanto me lembrava da imagem dele, nossos beijos, quando ele dormia ao meu lado,
eu agarrava sua superfície gelada e éramos apenas nós dois, deito no chão
depois de olhar cada canto do quarto, e novamente começo a chorar, chorar em
abundancia, com soluços altos, Jacob me chega assustado e entra na casa
desesperado, eu estou no chão perto do buraco que os pés dele fizeram em meu
antigo quarto, me debatendo contra algo invisível aos olhos, mesmo dormindo,
outra vez eu estou transtornada chamando por eles aos gritos e soluços, Jake
senta ao meu lado e chora comigo, só muito tempo depois eu vim saber o que ele
fizera, deitara-se ao meu lado e chorara comigo, sim, acordei assustada, estava
no quarto de Charlie, que era onde eu dormia desde que ele morrera, tudo estava
tão escuro, meu amigo entrou cautelosamente e me falou com doçura, ele me diz
que não aguenta mais me ver sofrendo, e novamente me sinto culpada, pois sei
que ele sofre comigo, ele diz que vai atrás de Edward e que ira traze-lo de
volta para mim, que a partir daquele momento seriamos apenas o que sempre
fomos, amigos.
Como
prometido, meu amigo partiu a procura de sua própria infelicidade, o meu
Edward, o único com quem eu sei que seria algo melhor do que sou agora, longos
anos se passam sem nenhuma noticia dos meus amores, nem meu amigo nem meu
grande amor, tentei me controlar, mas o buraco em meu peito não deixou, será
que algum dos dois alguma vez foi real? La Push não mais existia, lá agora era uma grande
cadeia de luxuosos hotéis, não havia ninguém que se lembrasse de Cullens ou
Blakes, eu estava agora mais sozinha do que nunca, minha mãe a muito tinha
partido também, agora eu tinha em torno de 56 anos. A floresta ainda era o meu
refugio, eu sempre me escondia lá, solitária, não tinha mais contato algum com
o mundo exterior, era penas eu e minha solitária casa, às vezes eu me aventurava
a entrar novamente no antigo quarto que era meu, lá sensações diversas me
invadiam, às vezes eu me sentia feliz, próxima a algo que me lembrava dele, às
vezes eu me sentia triste por sua falta, outras vezes eu me sentia revoltada,
frustrada, mas uma coisa era certa, era sempre em lembrança a ele.
Todos
os dias meus tormentos eram maiores, minha vida era mais curta, o que me trazia
alegria por que brevemente a dor passaria e também trazia medo de nunca mais
vê-lo, talvez tenha tudo sido apenas um sonho, eu não conheço mais ninguém dos
meus tempos de escola, a maioria foi para longe do abismo verde e molhado a
outra metade deve continuar impregnada pelos cantos dessa cidade que agora esta
próxima de ser uma decadente cidade grande, me pergunto por que nunca me mudei,
eu sabia que a ideia de algum dia um deles voltar, se é que eles existiram,
jamais aconteceria, nada os motivaria a voltar para cá, e mais uma vez o
abismo, a dor.
Às
vezes andando sozinha na rua, quando alguém passava por mim, me olhavam com
curiosidade, se perguntando se talvez eu era nova na vizinhança, ou se eu era
uma turista visitando o lugar ou a parente distante de alguém que viera agora. Sentia-me
ainda mais sozinha e imunda, suja quando passava por um casal de namorados
apaixonados jurando se amarem para sempre, eu me revoltava, minha vontade era
separar os dois e gritar com eles que o conto de fadas só dura ate a meia
noite, que depois disso não tem mais nada, tudo se acaba.
Devem
estar se perguntando o porquê de eu estar pensando em minha vida justo hoje, eu
pelo menos estou me perguntando isso, talvez eu esteja apenas pensativa,
acordei cedo, quando se é velha o sono vai e vem com tanta facilidade, me olhei
no espelho, há tanto tempo não fazia isso, me assustei com a imagem lá refletida,
não restava nada da adolescente que um dia eu fui, minha pele era ainda mais
branca, eu parecia um cadáver ambulante, os cabelos todos no mesmo bom branco,
os olhos de um marrom profundo, ao redor fortes olheiras causadas pelas
lagrimas, pela falta de sono, por tantos motivos... Pela... Dor. Hoje eu estava
decidida a realmente agir como se eles nunca tivessem existido, nenhum deles,
nada antes de eu vim para Forks, ao me deparar com a imagem no espelho eu sabia
que era muito tarde para tentar viver, mas... Eu queria ao menos dar um ultimo
sorriso antes de partir.
Hoje
a sensação de que eu iria ao encontro do colo de minha mãe e da companhia
reconfortante de meu pai me invadiu, eles era o que restavam para mim, à única
coisa a qual eu me permiti pensa hoje, andei pela casa toda, muito devagar,
tropecei algumas vezes, fui ao meu quarto, me senti diferente de todas as
outras vezes em que entrei ali, eu estava leve, flutuante como uma pena,
percorri com o olhar calmamente mais uma vez cada canto dali, eu queria me
lembrar de onde eu tinha minhas mais preciosas alucinações, sim, a partir de
agora era somente nisso que eu acreditaria, eles haviam sido um sonho, um sonho
distante do qual eu demorei a acordar, me sentei ao lado do buraco no chão, que
tolice, como eu nunca tinha percebido antes, aquela era a maior prova de que
meu amigo existiu, sim, Jacob Blake tinha existido, chorei novamente e todo o
meu alto controle foi para longe de mim, se esvaio por completo quando eu vi
algo brilhar no fundo cratera, eu tirei de lá um saco plástico, dentro havia
uma foto, muito desgastada pelo tempo, sim, sem duvida eles haviam existido, o
ser perfeito lá parado realmente existia? Sim, a foto refletiu seu rosto virado
para mim, sua expressão vazia, e minha nostalgia por tirar fotos ao mesmo tempo
refletida por uma alegria que somente ele me proporcionava, tinha também dois
blocos de papel que me lembravam passagens aéreas, um CD, comecei a tremer
levemente, minha canção? Era, sim, tudo sempre esteve ali? Todo esse tempo perto
de mim? A prova de que eu não era louca. Derramei-me em lagrimas, corri, a
passos extremamente lentos ate a floresta perto de minha casa, com todas as
preciosidades que eu havia achado ainda em meus braços, algumas coisas caíram
pelo caminho, me doía tanto saber que tudo tinha sido real, por que todos me
abandonaram? Eu era assim um ser tão insignificante ao ponto de não poder nem
mesmo sorri, o pequeno saco, mesmo não pesando nada me atrapalhou na corrida,
deixei-o cair ao chão e corri apenas com a foto em minhas mãos, agarrava a foto
com mais força que o necessário, com medo de que a qualquer minuto eu veria que
não tinha nada ali, que tudo tinha sido imaginação da minha cabeça, eu estava
apenas com uma camisola, ao passar por um grupo de pessoas que fazia trilha, eu
sei que os assustei por ser de idade e esta em choque, chorando muito, mas foi
quando eu me dei conta de que estava longe da floresta de casa, agora eu sabia
para onde ir, logo a frente eu sabia o que encontrar, sim, hoje seria o dia da minha
partida, eu já não precisava manter o meu elo com ele através daquela promessa
estúpida que sempre me fez sofrer por todos esses anos, eu sabia que ele tinha
existido, que tinha feito parte da minha vida, eu tinha provas, e nada mais me
prenderia a dor. Ao chegar perto eu vislumbrei o meu ponto de desejo, o
penhasco a minha frente.
Fechei
os olhos e corri, eu já estava toda machucada de galhos que me agarraram pelo
caminho, das vezes que eu cai, e mesmo assim, eu ainda sentia a foto em minhas
mãos, sorri e fui sem pensar ao encontro do penhasco, de repente eu me senti
leve, talvez a sensação fosse de estar voando, senti algo gelado envolver minha
cintura, continuei de olhos fechados, se isso fosse um sonho eu aproveitaria
cada pedaço dele.
__ Por favor... Abras os olhos
Bella.
Assustei-me
ao ouvir a voz dele mais uma vez, estava mais perfeita que da ultima vez,
morrer não era ruim afinal, sorri ao saber que ele estaria ali comigo, abri
meus olhos ainda cautelosa, talvez fosse apenas um sonho bom depois de tanto
tempo.
__ Ed...
Sufoquei
antes de dizer o nome dele completamente. Eu não conseguia, era doloroso demais
finalmente tê-lo de volta, mas... Será que ele também estava morto, ou o
paraíso te dava a alucinação que você mais desejava? Não importa, fiquei tão
feliz em vê-lo, seu rosto era o mesmo de antes, nada havia se alterado em sua
face, mas ele parecia tão triste, se ele pudesse eu acho que choraria, olhei-o
vislumbrada, ele me puxou de encontro ao seu peito de gelo, era estranho, eu
ainda me sentia frágil.
__ Me perdoa Bella, me perdoa,
por favor, meu amor.
Eu
não parava de chorar e rir ao mesmo tempo.
__ Fala comigo, diz que me
perdoa.
__ Você é real?
__ Oh Bella, quanto mal eu te
causei? Meu amor...
Ele dava um
sonoro rugido, parecia dor, foi quando me dei conta de que não havia caído, eu
ainda estava vida? Sim, eu estava nos braços de quem eu amo, senti meu coração
acelerar muito, muito rápido, me senti tão grata ao ser superior que governa
este mundo, ele havia voltado para mim no final, eu sabia que era tarde e que
nada poderia fazer as coisas mudarem, mas eu me sentia feliz por ele ter
voltado mesmo depois de tanto tempo.
__ Obrigado...
Eu
sussurrei muito baixo, pensei que ele nem mesmo escutaria, ele se afastou um
pouco de mim, para olhar em meus olhos, sorriu carinhosamente colocando uma
mecha desalinhada do meu escasso cabelo branca atrás da orelha. Eu só conseguia
olha-lo, vi sombras surgindo por detrás dele, todos haviam existido, Emmet me
olhava com seu sorriso brincalhão, Rose ao lado dele pela primeira vez
demonstrava algo bom nos olhos com relação a mim, logo depois eu avistei
Jasper. Seu olhar era de arrancar o coração, eu conseguia senti-lo, ele se
culpava por minha desgraça, mas não era culpa dele, o tempo passa para meros
mortais, depois eu vi Esme, ela parecia chorar no ombro de alguém que eu
reconheci ser Carlisle, os dois pareciam tristes e distantes como se estivessem
em um velório, logo depois eu vejo meus dois melhores amigos, Alice ao lado de
Jacob, eles todos ainda estava iguais a ultima vez que eu os vi, o tempo apenas
tinha sido cruel comigo, eles tinham até ficado mais lindos, estendi uma de
minhas mãos para os meus amigos, eu estava deitada no chão tendo convulsões de
choro, as lagrimas caiam tão depressa, eu não conseguia impedi-las, mas eu
também não queria, pela primeira vez eu gostei que alguém visse meus
sentimentos, Jake e Alice me olhavam com olhos tão triste e carinhosos quantos
os de Edward.
__ Me desculpa por ter demorado
tanto Bells...
Ouvi
Jake falar e se ajoelhar do meu lado, todos me encaravam, Edward me matinha
deitada em seus brancos, uma de minhas mãos envolvendo sua cintura e a outra o
Jake agarrou com força, ele ainda era tão quente, ri em meio às lagrimas, ele
era o único que chorava comigo, os outros não podiam chorar. À medida que
minhas lagrimas aumentavam e meu peito se tornava completo, eu senti uma dor
profunda em meu coração, mas era algo físico, Edward percebeu e olhou a procura
de ajuda nos olhos de Carlisle, ele olhou com ternura para o filho, Esme
escondeu os olhos em meio aos ombros do marido, eu sabia, não havia mais saída
para mim, era o meu fim.
__ Eu... Amo... Todos... Vocês.
Eu
falei com dificuldade enquanto a dor aumentava e me impedia de falar, Edward me
olhou com os olhos emanando uma dor que parecia tão intensa quanto a minha
acumulada em todos esses anos sem eles, Jake chorava ainda mais forte do meu
outro lado, eu não conseguia mais dizer nada, eu estava consumida em lagrimas e
dor, mas dor física, e mesmo assim, eu estava feliz, muito feliz, mais feliz do
que em qualquer outro momento de minha vida, todos estavam juntos por minha
causa, meu amor, minha família e meu melhor amigo.
__ Nós também te amamos Bella.
Assustei-me
ao ouvir Rose falar isso, Alice não mais sorria, ela parecia tão triste, eu
nunca a tinha visto com essa aparência antes, se aproximou, beijou-me a testa.
__ Vou sentir sua falta...
E
saiu, de repente todos pareciam querer deixar apenas Edward comigo. Os outros
se despediram com olhares cautelosos e tristes, mas antes que os perdesse de
vista me obriguei a falar novamente.
__ Alice, eu estou muito feliz. Obrigado.
Olhei
para seus rostos uma vez mais, então eles sumiram, apenas restava Edward de um
dos meus lados e Jake que ainda chorava tanto quanto eu do meu outro lado.
__ Bem... Acho que é melhor eu
ir, esse momento é... De vocês.
__ Não vá Jacob, ela quer que
você fique tanto quanto quer que eu fique.
Jake
olhou para Edward por um minuto e então voltou a me fitar.
__ Me perdoa Bella... Mas eu não
sou tão forte pra te perder de novo.
Se
eu pudesse, eu teria parado de chorar, se eu tivesse forças eu o abraçaria, mas
eu não passava de uma inutilidade que nem isso conseguia fazer, ele se
aproximou, olhou em meus olhos.
__ Eu te amo Bells, não importa
aonde você vá, eu só quero que seja feliz. Adeus.
Eu
o vi se transformar e sumir pela mata escura, olhei para Edward, com olhos
interrogativos, ele me contaria o que eu quero saber.
__ Ele... Só precisa de um tempo.
Tempo
que eu não tinha mais, senti fortes convulsões, em meu peito, senti a dor no
rosto de Edward, ele se aproximou seus olhos tristes, e encostou seus lábios em
meus ouvidos, falou lentamente e baixinho.
__ Eu vou logo atrás de você meu
amor, só espero que me perdoe, eu te amo e sempre amarei Isabella.
Juntei
minhas ultimas forças, ele não podia acabar com sua vida por mim, ele superaria
minha partida de um jeito que eu nunca superei a dele. Ele não podia morrer,
pois o mundo sem ele era um lugar vazio e sem vida. Ele pareceu entender a
mensagem em meus olhos.
__ Eu não posso viver num mundo
em que você não exista. Por favor... Não tente me impedir. Não me peça para
fazer algo que você não faria.
Ele
tinha conseguido viver todo esse tempo sem mim, ele sobreviveria, tinha que
sobreviver.
__ Não Bella, você esta enganada,
eu sempre estive com você... Nas visões da Alice eu acompanhava todo o seu dia,
eu só vivia em torno de você, eu sempre me monitorava para não vim aqui e
estragar a sua vida, eu só estou aqui por que você também esta...
Eu
senti a alegria me encher de repente, ele sempre me amou? Sim, eu só conseguia
ver verdade nas palavras e nos olhos dele, ele não estava mentindo, me senti
novamente muito bem, sorri para ele, não importava para onde iríamos contanto
que ficássemos juntos, o resto não importava, senti seus lábios nos meus.
Quando ele se afastou eu juntei as ultimas palavras que tive forças para falar.
__ Eu te amo Edward Cullen, e sempre
vai ser você.
Ele
sorriu e me abraçou uma vez mais, mas eu não sentia mais, eu havia partido, e a
única lembrança que jamais saíra de minha mente era a minha imagem velhinha no
meu aniversario de 83 anos, ele se agarrava fortemente ao meu corpo, e entre
rugidos gritava o meu nome, minha face expressava apenas um leve sorriso, não
era o fim, apenas outro começo em algum lugar distante. De repente me vi
novamente em nossa clareira, deitados no chão, um encarando a face do outro,
senti algo quente em meu ombro ao olhar para cima ele estava lá. Foi tão
rápido? Eu estava alucinando mesmo depois de morta?
__ Então, o paraíso realmente
existe?
Ele
me abraçou fortemente, e eu soube, tudo estava bem, ele nunca mais ficaria
longe de mim, o abracei, mergulhando meu rosto em seu peitoral, ele me encarava
feliz, e eu sabia que pela primeira vez ele não sentia sede ao meu lado assim
como eu não sentia frio, agora somente a eternidade nos esperava.
Fim
E ai? Gostou? Não gostou? Deixa um comentario.
Fanfic de minha autoria postada no Nyah, com nick Korallyn

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